Ensino a distância ultraja e arrocha renda de professores

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Celso Napolitano foi entrevistado na live de sexta (4) pelo jornalista João Franzin

O ensino a distância (EAD) deu um salto com a pandemia. E os grandes grupos privados da educação fizeram dele um negócio lucrativo, com baixo custo e escala. Tudo isso sob o olhar complacente do CNE – Conselho Nacional da Educação.

Quem alerta, critica e denuncia é o professor Celso Napolitano, presidente da Federação da categoria no Estado de São Paulo (Fepesp) e também do Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

Seus comentários foram feitos na tarde da sexta (4) durante live da Agência Sindical.
Segundo Napolitano, os grandes grupos de educação primeiro demitiram em massa. Agora, promovem “aglomeração virtual com até três mil alunos”. Ou seja, em lugar da sala de aula-padrão, se cria uma espécie de assembleia. “Como ensinar e oferecer conteúdo de qualidade a toda essa gente junta?”, questiona o professor.

Além de precarização do ensino, ocorre a desqualificação do educador. “Há professor-doutor ganhando R$ 414,00 ao mês, em seis parcelas de R$ 69,00”, ele diz. E completa: “Ultrajante é a palavra que define isso”.

Vídeo – Os conglomerados privados pedem ao professor gravar vídeo de 15 minutos, pelo qual pagam R$ 200,00. E o profissional assina termo de cessão dos direitos autorais. O mesmo esquema ocorre na produção de conteúdos, em forma de apostila. O sindicalista conta: “São seis apostilas num mês, para as quais se pagam R$ 1.200,00, também com a cessão dos direitos autorais”.

A fiscalização do modo de atuar dos conglomerados do setor deveria mobilizar o Conselho – CNE. Mas isso não ocorre, porque, segundo Celso Napolitano, as empresas privadas da educação têm influência e poder junto ao órgão estatal.

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