A CNTA Afins (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Alimentação), Contac-CUT (Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores em Alimentação) e UITA (União Internacional de Alimentação) emitiram Carta Aberta nesta quarta (1º) em repúdio às alterações feitas na Medida Provisória 1.045.

As entidades afirmam que não houve discussão e sequer avaliação de necessidade da aplicação das novas regras da Medida, que possibilitam que as empresas reduzam o poder aquisitivo da classe trabalhadora. Além disso, emendas na MP propõem a retirada de direitos trabalhistas, a precarização do trabalho e ainda podem causar insegurança jurídica.

“A atitude do senhor Onyx Lorenzoni, indicado pelo presidente da República para ocupar o recém-criado Ministério do Trabalho, também foi repudiada”, diz o documento. Segundo os sindicalistas, o ministro deveria ter o princípio de defender empregos de qualidade, mas optou por defender a MP 1.045, indo totalmente contra o viés da Pasta.

O presidente da CNTA Afins, Artur Bueno de Camargo, informa: “Elaboramos esta Carta Aberta com mais de 70 entidades sindicais.

Em seguida, encaminhamos esse documento a todos os senadores. Além disso, cada Sindicato está articulando com os senadores de seu Estado”.

Artur também conta que os sindicalistas irão articular na base uma pressão sobre os parlamentares. “Cada um dos presentes na elaboração da Carta assumiu o compromisso de trabalhar com sua base a fim de pressionar pela não aprovação da MP 1.045”, explica o dirigente.

Na avaliação do presidente da CNTA, essa Medida Provisória nem deveria ter sido cogitada a voltar, uma vez que a vacinação, ainda que lenta, contemplando cada vez mais trabalhadores por todo o País e o trabalho presencial retomando ao normal não são motivos para reduzir jornada e salários.

Sociedade – Artur Bueno entende que, neste momento, além da pressão sobre os senadores, é preciso mobilizar os trabalhadores para que a conscientização sobre os perigos da MP 1.045 chegue a toda a sociedade.

“Vamos soltar nas bases quem são os que votaram a favor da Medida Provisória e quais riscos ela traz. Os pontos que ela traz são piores do que precarizar. Ela possibilita criar condições de escravidão”, critica o presidente da CNTA.

LEIA – Clique aqui e leia a Carta Aberta.

MAIS – Acesse os sites da CNTA Afins, Contac-CUT e UITA.

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