Nesta terça (22), as forças de segurança pública de Minas Gerais entraram em greve. A decisão foi tomada por Policiais civis, militares, penais e agentes socioeducativos, que fizeram uma manifestação seguida por assembleia das categorias. Cerca de 30 mil trabalhadores estiveram presentes.

A intenção é pressionar o governador do Estado, Romeu Zema (Novo), que é candidato a reeleição e tem liderado as pesquisas de intenção de voto. Os trabalhadores pedem um reajuste salarial de 24%, que foi proposto pelo governo em 2019, mas vetado pelo próprio Zema depois da proposta ser aprovada pela Assembleia Legislativa.

“Estamos todos unidos para buscar a nossa valorização e respeito do Governo Zema para as categorias.”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG), José Maria de Paula “Cachimbinho”.

Após o anuncio da greve, o governo soltou nota afirmando que “continua em busca de alternativas para fazer a reposição das perdas inflacionárias”. Disser ainda confiar que os integrantes das polícias não deixarão de prestar serviços essenciais para garantir a ordem e segurança.

Legislação – A paralisação das polícias preocupa. Pela lei, as forças de segurança são proibidas de fazer greve, pois a categoria presta serviço indispensável à sociedade. As manifestações só podem ser feitas sem interrupção do trânsito e os trabalhadores da segurança não podem estar armados durante o ato.

As forças de segurança informaram que vão manter 30% dos policiais trabalhando para garantir o expediente mínimo. No caso dos policiais e bombeiros militares, a recomendação é permanecer dentro dos quartéis.

MAIS – Acesse o site da Sindpol/MG.

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