Após audiência online de conciliação, mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), entre o Sindicato dos Metroviários de SP e a empresa, os funcionários decidiram adiar a greve para dia 19. Inicialmente, a paralisação seria nesta quarta (12).

Uma nova audiência foi marcada para segunda, dia 17. O estado de greve permanece, pelo menos, até dia 18, quando será realizada nova assembleia entre os Metroviários.

Durante a audiência no TRT, o Metrô fez proposta de reajuste salarial de 2,61%, não retroativo, a partir de janeiro de 2022. Além disso, a empresa também se comprometeu a pagar no início do próximo ano a segunda parcela da PR (Participação nos Resultados) de 2019.

O Sindicato rechaça as propostas e mobiliza os metroviários a fim de pressionar a Companhia a fazer a reposição da inflação de 2019 e 2020, além da manutenção dos direitos previstos no Acordo Coletivo, que venceu em 30 de abril deste ano.

Segundo o coordenador-geral dos Metroviários, Wagner Fajardo, essa proposta mostra intransigência do Metrô SP. “A gente rejeitou na mesa. É uma proposta muito ruim. Avança em algumas coisas, mas não resolve nossos problemas. Temos condição de até semana que vem melhorar a proposta, garantir nossos direitos. Se não conseguirmos, a greve está marcada. Será dia 19”, afirma Fajardo.

Pandemia – O dirigente reclama que, mesmo em meio à pandemia, a categoria não parou, mas mesmo assim os Metroviários não tiveram qualquer reconhecimento. “A categoria se sente desvalorizada”, conta.

Vacina – Em abril, o governo do Estado foi pressionado a incluir os metroviários como prioridade na vacinação contra a Covid-19. E a pressão deu certo. Após ameaça de greve, a reivindicação foi atendida.

MAIS – Acesse o site dos Metroviários de SP.

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