Neste segundo semestre, duas campanhas salariais metalúrgicas ocorrem no Estado de São Paulo. A primeira, dirigida pela FEM-CUT, tem data-base em setembro. Para a segunda, coordenada pela Federação dos Metalúrgicos ligada à Força Sindical, novembro.

As campanhas englobam cerca de 900 mil trabalhadores. A Federação ligada à Força, com 54 Sindicatos filiados, lançou a campanha dia 10. O ex-presidente Lula participou da abertura do evento, que ocorreu de modo online.

Roteiro – Eliseu Silva Costa, presidente da Federação forcista, falou à Agência Sindical. “A campanha está em fase preparatória. Os Sindicatos farão assembleias até 12 de setembro e apresentarão suas propostas, que serão avaliadas pelos nossos departamentos jurídico e econômico”, adianta.

A intenção é, entre os dias 13 e 17 de setembro, protocolar as pautas junto à Fiesp e a grupos patronais setoriais – máquinas, autopeças, fundição e outros.

Pauta – A Federação trabalha com a ideia de repor a inflação (“deve passar de 9%”, estima Eliseu), buscar aumento real, renovar a Convenção Coletiva e agregar novos itens, entre os quais o vale-gás.

A situação do setor metalúrgico é desigual. “Tem segmento em crescimento, outros estáveis e ainda os que se recuperam da recessão e da pandemia”, afirma o dirigente. Experiente, ele comenta: “Mas sabemos que vamos escutar muita choradeira patronal”.

Mobilização – Embora coordene a campanha, a Federação dos Metalúrgicos não interfere na forma de atuar dos filiados. Eliseu diz: “Cada Sindicato tem seu procedimento. Mas vamos depender muito de como estará a situação da Covid-19”. A vacinação no Brasil continua lenta.

MAIS INFORMAÇÕES – Sites da Federação dos Metalúrgicos e Força Sindical.

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