Professores, diretores e supervisores de escola realizaram quarta (16) ato na Avenida Paulista, região central de SP, contra proposta de reforma da carreira para o magistério do governo João Doria (PSDB), que está em análise na Assembleia Legislativa (Alesp) e retira direitos dos profissionais.

A categoria é contra a substituição de salários por subsídios, pois os Servidores perdem quinquênios, sexta-parte e outros adicionais. Rechaçam também o fim da contagem de tempo de serviço como fator de evolução de carreira e excessiva lentidão para essa evolução, propostos pelo governo.

Estudo realizado pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de SP), mostra que o professor, para atingir a 11ª referência da carreira, de um total de 15, demoraria 28 anos, mesmo cumprindo todos os requisitos de cada etapa. “Não é carreira. É subsídio, é desmonte de um direito que nós defendemos diuturnamente todos esses anos”, declara Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Professora Bebel, presidenta da entidade.

Greve – Caso a proposta seja mantida, a possibilidade de greve dos profissionais é grande. Bebel, que também é deputada estadual, revela: “Se nós tivermos de tirar uma greve, vamos discutir isso sem medo. Chega de autoritarismo, chega de ataques a uma categoria”.

Pedidos – Os educadores reivindicam reajuste de 33,24% para Servidores da ativa e aposentados, cumprindo-se a Lei do Piso; o fim do chamado confisco salarial de aposentados e pensionistas; a implementação da jornada do Piso; o direito à alimentação nas escolas; aumento do valor do auxílio-alimentação; e ampliação das condições trabalhistas da categoria F a todos os professores da categoria O, até que haja concurso.

MAIS – Acesse o site da Apeoesp.

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