O presidente Jair Bolsonaro (PL) propôs substituir o aumento salarial dos Servidores Públicos Federais pelo reajuste dos benefícios, como vale transporte e alimentação.

A resposta deve ser uma greve, a partir do dia 9 de março, caso não haja negociação.

O atual governo só tem autorizado concursos públicos, melhorias nos locais de trabalho, aumentos salariais e vantagens para os militares, porque a maioria apoia o presidente.

Sergio Ronaldo, secretário-geral da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (Condsef), cobra um reajuste de 19,99%. Ele diz: “A proposta do governo de reajustar apenas os benefícios, além de deixar os aposentados de fora, é uma afronta para quem vem se dedicando ao serviço público e não tem o seu valor reconhecido”.

Sobre a possível greve, Ronaldo conta que será decidida em conjunto. “Faremos mobilizações este mês, fóruns estaduais com os Sindicatos que fazem parte da entidade nacional, para que eles organizem as assembleias nos locais de trabalho e no final de fevereiro definam o indicativo de greve para 9 de março”, explica o dirigente.

Motivos – Servidores Públicos Federais estão há três anos sem reajustes salariais, o último foi acordado no governo de Dilma Rousseff (PT), e executado em agosto de 2016 e janeiro de 2017.

Outra reclamação é a redução de pessoal nos quadros funcionais. O quadro do funcionalismo na promulgação da Constituição de 1988 era de 712 mil.

Hoje, 34 anos depois, são menos de 540, número que é reduzido a cada ano por falta de concursos públicos e com a aposentadoria de milhares de servidores.

MAIS – Acesse o site da Confederação Nacional dos Servidores Públicos.

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