Professores de SP vão a dissídio

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Não houve acordo. Sexta (16), a entidade patronal e a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) tiveram audiência no TRT-SP sobre a campanha salarial da categoria – reajuste e cláusulas da CCT. As empresas mantenedoras não aceitaram repor as perdas inflacionárias. Elas têm até quarta (21) pra apresentar sua defesa e os motivos do não cumprimento da cláusula de paz proposta, em agosto, pelo tribunal.

Na sequência, o processo será enviado para parecer do Ministério Público do Trabalho e encaminhado à vice-presidência judicial do TRT/2ª Região, para sorteio do relator e julgamento do dissídio. Categoria continua em estado de greve.

AUDIÊNCIA – Na audiência de sexta, o patronal reapresentou proposta que implica perda salarial irrecuperável e não-reconhecimento da data-base, em 1º de março.

“Em relação a massa salarial, a proposta apresentada foi de pagamento de 50% em outubro de 2022, 25% em setembro de 2023 e 25% em fevereiro de 2024”, diz Luiz Barbagli, vice-presidente da Federação e presidente do Sinpro-SP.

PATRONAL – As mantenedoras ofereceram 7% a partir de setembro e complementação de 3,57% em fevereiro, a fim de repor a inflação acumulada entre março/2021 e fevereiro/2022 – que foi 10,57%.

TUTELA – Ante o posicionamento do patronato, a Federação entrou com o pedido de Tutela Antecipada para aplicação imediata de reajuste nos salários – significa aplicar o reajuste correspondente à inflação a partir data-base, enquanto o dissídio não for julgado.

MAIS – Fepesp e Sinpro-SP

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