Presidente da UGT, Ricardo Patah, avalia como avanço o conjunto de medidas anunciado pelo grupo francês Carrefour. Semana passada, a empresa apresentou às Centrais seu plano de mudanças na segurança e estímulo em políticas contra o racismo.

Em 19 de novembro de 2020, véspera do Dia da Consciência Negra, o cliente João Alberto Silveira Freitas, negro, 40 anos, foi agredido e morto por seguranças em Porto Alegre (RS). O fato gerou clamor contra a empresa, que tem má fama nas relações trabalhistas.

O Carrefour anuncia oito medidas. Também assinou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho, pelo qual destinará R$ 115 milhões a ações pra difundir a cultura e a história da população negra. Para as Centrais, o acordo serve como exemplo do que o setor privado pode fazer pelos direitos humanos.

Dirigente ugetista e dos comerciários é entrevistado pelo jornalista João Franzin

Pauta – Em 1º de dezembro de 2020, as Centrais Sindicais publicaram Nota e cobraram o Carrefour. Item 4: “Desenvolver programa de treinamento aos empregados diretos e terceirizados, visando à eliminação dos preconceitos”.

Segurança – O Carrefour não contratará mais empresas de vigilância privada. Constituirá sua própria Segurança Orgânica. No episódio da morte de João Alberto, ela ocupava ilegalmente um policial militar gaúcho.

Racial – A empresa se compromete também a ampliar, em até pelo menos 50%, o quadro de funcionários afrodescendentes.

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